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domingo, 26 de agosto de 2012

Sorry



Danny(com um ar zangado)- "Luana nem quero saber quem te trouxe isto..."
Luana(mostrando vários objectos)-"E isto, e isto, e isto...também não queres saber?"
Danny-" Eu estou a falar disto!"
Luana-" Não estou a perceber, podes explicar..."
Danny-" Sabes que aqui dentro não podemos comer. Não trouxeram isto para ti!?"
Luana(muito chateada)-" Não!"
Danny- " Ok, então desculpa..."


Dominique- " Sabes o que foi Luana? Ele apanhou o jully a comer...e agora descarregou..."
Luana-" Pois, mas ele que não pense que esta a falar para o jully"


Hora de saída, fomos todos beber um copo como é habitual.
Jully-" Danny, não tem nada a ver, foi um pouco de fruta."
Danny-" Jully, não é permitido, todos sabemos isso, se fores apanhado eu é que respondo"
Jully-" Esta bem, tu é que és o chefe, mas ninguém me ia apanhar, estas a exagerar..."
Danny-" Não interessa, não se pode!"
Luana(ainda zangada)- " Mas também, a gente coma ou não, paga pelo mesmo"
Danny(olha-me com ar de comprometido) -" Luana, eu pedi-te desculpa, não pedi?"
Luana-"Mas chegaste logo a acusar-me, nem sequer perguntaste"
Danny-" Errei, mas pedi logo desculpa"
Luana(muito, muito zangada) - "Não interessa, se partires um copo e pedires desculpa, ele não fica concertado...e as desculpas não se pedem, evitam-se!"
João-" Ora nem mais"
Carla-"É assim mesmo Luana"
Bruno-" Isso é verdade Danny"
Dominique-" Boa, da-lhe Luana"
Luana -" Embrulha"
Danny(com um sorriso, passa-me a mão no rosto)-" Vá, esquece isso Luana"

Mais tarde.
Danny-" Fala comigo"
Luana-" Oh Danny por favor, por hoje chega, ok?"
Danny- "Tudo bem, então olha para mim"
Luana-" Melhor não, ainda dizes que te estou a comer com os olhos..."

João, Carla, Bruno, Dominique, Jully, Rosa e Telma: " Éeee... Danny, hoje não tens hipótese"
Danny(com o mesmo sorriso)-" Pronto, amanha falamos, pode ser assim?"
Luana-" Depois vemos"

Carla(a segredar-me) -" Ele não consegue que estejas zangada com ele, já anda atrás de ti a lamber-te os pés, hihihi..."
Luana-" ...deixa-o andar...tou nem ai"


A verdade é que adoro!...



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Porquê falar nisso agora?


Não queria nada voltar a lembrar-me do que aconteceu...
Estes dias, depois de uma longa conversa (no msn) com a minha amiga, não é que ela se lembra de me perguntar: "Olha e aquilo do bar, já te passou? os ciumes ou ainda estas parvinha?"
Respondi: "Não foi ciumes, fiquei magoada, é diferente" então ela respondeu: " Estas parva, xau"
Retribui um "Xau"...
Contra factos não há argumentos.
Obviamente que fiquei magoada e não esqueci.
Já falamos sobre o que aconteceu, mas embora eu acredite que não tenha acontecido nada demais, o pouco que aconteceu e que eu presenciei, foi o bastante para me magoar.
Não gostei da atitude dela, porque se é minha amiga e sabia que eu estava a sofrer com o facto de estar afastada dele, não devia tentar provoca-lo daquela maneira, (no meu entender) muito menos à minha frente, a ver-me chorar, a ver-me magoada...
E por favor, a desculpa de que tinha bebido demais não é valida, pois passados alguns dias continuava a dizer que não fez nada demais e que eu não tinha nada que estar magoada.
Muito bem, até pode ter as ideias dela, é livre, pode estar com quem quiser, mas isso não lhe dá o direito de magoar os outros.
Há amizades que eu não entendo...
Magoou-me sim e ainda me magoa pensar naquela noite :(
Também não percebo, o porquê de passado quatro meses, ainda vir falar nisso...(Que raiva)
É muito mau recordar tudo o que se passou.

domingo, 13 de setembro de 2009

Naqueles dias...

Estou farta disto tudo, farta de todos, farta de mim, farta desta vida sem sentido...
Os dias passam por mim e nada muda.
Estou farta de não ter coragem para agir, para falar, para me impor, dar um basta à minha vida.
Estou cansada de viver presa a um casamento que não existe, farta de viver uma vida em comum de aparência, que me magoa e me tira a vontade de viver...
Farta de viver com quem não me valoriza, não me apoia, não me ouve. Com quem me despreza, com quem me faz sentir vazia, com quem me faz sentir mal comigo mesma...
Farta de fingir que tenho um casamento perfeito e um marido ideal.
Foi muito bom encontrar uma nova paixão para me sentir outra vez desejada...mulher.
não sei se foi bom, voltar a deixar essa paixão entrar na minha vida...até que ponto me faz bem?
Estou farta de me enganar a mim mesma, isto não é nada. É mais uma farsa para esconder a solidão da minha vida. E tento enganar-me a mim mesma, e obrigo a minha mente a acreditar que esta paixão existe, que me faz bem, que me faz feliz. Mas não faz, não posso viver de momentos...momentos incertos...momentos que nem sei se voltam a acontecer.
Estou farta de esperar por esses momentos, que dependem da outra vontade, que dependem do outro querer.
Então, e eu? Novamente finjo que esta tudo bem, que é maravilhoso, que tenho uma paixão louca e descontrolada. Descontrolada sim, porque não consigo controlar esta vontade de sentir os seus braços, os beijos, as caricias...
E continuo a enganar-me, continuo à espera que me queira, que se disponibilize a estar comigo...e eu, digo sim, digo sempre sim...mas estou farta...
Estou farta de pessoas a condenar-me, a apontar-me os dedos, a julgar-me...
Porque não estou a ser justa, não estou a ser correcta, não estou a fazer o que deveria ser feito, não estou a pensar nas outras pessoas que posso magoar...
Farta que me obriguem a sentir culpada, porque conseguem!
Estou farta de ver essas pessoas a olhar-me como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Como se eu não tivesse direitos nem sentimentos, como se eu fosse um trapo, porque eu não tenho que ficar magoada com nada...
Estou farta de todos estes moralismos!
Estou farta disto tudo...desta vida...
É verdade, às vezes apetece-me desaparecer, acabar com tudo de vez, parece que ninguém me entende, ninguém que estou a sufocar...apetece-me morrer sim.
Estou cansada de viver com um sorriso e uma alegria disfarçada, quando me sinto vazia, quando me sinto só.
Tenho medo de um dia desesperar de vez e desaparecer...tenho medo.
Queria ter coragem para gritar que estou farta disto tudo...Farta de ser quem sou e o que sou! Farta de viver em função dos outros.
Vou esperar mais um dia passar, esperar que algo mude...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Já te tinha adormecido


Tanto tempo tinha passado.
Já te tinha adormecido em mim.
Despertas!
Percorres todo o meu ser.
Trazes contigo esse sabor a loucura...
A desejo...
Vens me lembrar que ainda te quero!
E quero, tu sabes bem que sim.
...
E fico novamente perdida...
Sem rumo...
Magoada...
Indecisa...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Adoro quando as noites me surpreendem


Nada previa este desfecho.
Esta noite tinha saída, jantar com algumas amigas, embora o objectivo principal fosse passar naquele bar. Um bar que nem me seduz nada, mas comprometi-me a aparecer e a causa também era mais que valida.
Durante o jantar do dia anterior, falaram-me que ias aparecer lá, tinha as minhas dúvidas, sinceramente não acreditei que aparecesses.
Lembrei-me da primeira e única vez que te vi depois de tudo terminar. Já não te via à quatro meses e apareceste sem eu contar, sem estar à espera. Foi num evento de uma amiga comum. Vi-te entrar com esse olhar que me embriaga e desviei o meu, senti-te aproximar, vieste me comprimentar e senti o meu coração disparar em todas as direcções o meu corpo tremia tanto que tive medo que o sentisses. Afastei-me, fui conversar com umas colegas, só para me manter ocupada. Fui buscar uma taça de champanhe e cruzei-me contigo, mesmo de frente, desviei o olhar, fugi, observava-te de longe, conversavas com uma amiga minha, e confesso que senti um pouco de ciumes...depois desapareceste e os meus olhos procuravam-te por todo o lado, mas já tinhas saído.
Lamentei não ter falado contigo, zanguei-me, fui infantil, fui parva, idiota, devia ter agido com naturalidade, ter disfarçado, mas não consegui, eu queria, mas o corpo não me levou a ti, o peito ainda batia forte, desesperado, ainda te chamava...Talvez o factor surpresa tenha provocado isto, ou talvez não.
Bem, mas isso já passou, e hoje depois de outro tanto tempo, vou sair, vou tentar divertir-me.
Hoje até me sinto bonita, aliás vou por-me mais bonita do que me sinto, a causa da minha saída merece.
Tomei um banho relaxante, vesti o meu top amarelo, que diga-se de passagem, tem um decote bastante atrevido, as calças brancas e umas sandálias de salto alto também brancas. Senti-me uma jovem. Preparei-me para mim, coisa que raramente faço.
Chegamos ao restaurante e pedimos jantar para quatro. O ambiente era agradável e a conversa interessante, e é claro que passou por ti. Uma das minhas amigas confirmou o que eu tinha a certeza, tu não irias ao bar, tinhas lhe dito esta tarde, mais do que uma vez afirmaste que não.
Foi um jantar muito agradável a comida estava deliciosa, o Muralhas melhor ainda, bebemos razoavelmente bem, tomamos café e como não podia faltar, um licor beirão com duas pedras de gelo. No final ainda aceitamos o desafio do dono do restaurante para experimentar o shot da casa. Sempre que bebo um shot fico no ponto. Sim, já me sentia a chegar aquele ponto que eu gosto de estar quando saiu e quero divertir-me.
Entretanto já tinha recebido várias chamadas das minhas colegas que se encontravam no bar, fiquei de la estar ás 23horas e o relógio já marcava mais uma.
Saímos do restaurante e ainda passamos num café, eu e uma das minhas amigas dirigimos-nos ao bar, que estava completamente cheio, impossível alguém se mexer, tinha realmente superado as nossas expectativas.
Os meus colegas estavam mesmo na entrada, eu sentia-me bastante alegre, obviamente com a ajuda do álcool que tinha ingerido, pronta para me divertir, era esse o propósito.
Fui buscar uma bebida, vodka limão, para acalmar o calor que percorria o meu corpo e para acalmar o meu pensamento, não queria pensar em nada, embora tu insistisses em permanecer na minha cabeça.
Olhei o relógio do telemóvel, marcava 2h, não pensei em mais nada, apenas que te queria ali. Quando dei conta já te tinha enviado uma mensagem a dizer para ires la ter. Imaginei que já estarias em casa, provavelmente a dormir, mas ficaria a certeza de que no dia seguinte irias saber que eu te desejei.
Poucos minutos depois, ouço o meu nome, mesmo atrás de mim, virei-me e la estavas tu, lindo, com um sorriso aberto, e aquele olhar que tão bem conheço. Caí nos teus braços, um impulso levou-me a abraçar-te e ficamos assim abraçados por um longo tempo, como se não existisse mais ninguém à nossa volta, senti-te abraçar-me como quando eu era tua.
Até que me disseste:-”Vi a tua mensagem”, e eu disse :” Que bom que vieste” Trocamos algumas palavras e afastamo-nos, com um “ate ”.
Fui pedir outra vodka limão, agora precisava mesmo de beber. Estava eufórica, não sentia o coração saltar do peito, mas estava feliz, muito feliz, ainda duvidava que estivesses ali. Procurei-te para ter a certeza que não tinhas desaparecido como da ultima vez.
Continuavas no bar, mas vi com surpresa, que a minha amiga se tinha aproximado de ti, e conversavam os dois... Senti ciumes sim, aliás já tinha suspeitado de algo, mas...não tinha certeza de nada.
Aproveitei o meu estado de embriaguez, e dirigi-me bem para o vosso meio, olhei-te nos olhos. Mais uma vez nos abraçamos, conversamos muito, disse-te tudo aquilo que te queria dizer à quase um ano atrás, também me disseste o que pensavas de nós e porque te afastaste, falamos tanto coisa, voltamos a uns tempos distantes, mas que nos lembrávamos muito bem, e nesse momento quase nos beijamos, consegui sentir a tua boca quente à procura da minha que estava desejosa por ti, mas sabíamos que não podíamos voltar, não podíamos repetir tudo outra vez.
Entretanto, o teu amigo aproximou-se de nos, bem na hora que já sentia os teus lábios nos meus.
Deixaste-nos sós, sentamo-nos e conversamos a noite toda, escusado será dizer sobre quem falamos.
Esta a ser uma noite fantástica, mais do que imaginei que seria, deixei de beber e já começava a sentir-me mais sóbria.
Tu estavas um pouco afastado, mexias-te ao som da musica, ate que a minha amiga se aproxima de ti e começa com a dança de sedução, conheço bem essa dança. Irritou-me, fiquei possuída. O teu amigo tentou acalmar-me, mas quando a vi a aproximar a boca dela à tua, foi muito mau...Já não estava irritada, estava magoada e as lágrimas caiam-me, o peito doía, não queria acreditar naquilo. O teu amigo abraçou-me , estava a doer demais e as lágrimas que não paravam de correr, foi mau , foi muito mau, doeu muito, queria sair dali. Agora tinha a certeza, ela estava mesmo interessada em ti, ou será que já não se tinha passado mais alguma coisa antes daquele dia?
O bar estava prestes a fechar e vocês desapareceram, ate que nos saímos, o teu carro ainda la estava, mas o dela, não. Eu não estava a acreditar no óbvio. A minha amiga? Porra, eu sei que não és meu, sei que ela é livre de estar com quem quiser, mas porra, ela sabe o que sinto por ti, o que tu significas para mim, se queria estar contigo, que fosse longe de mim. Magoou-me sim, mais ela do que tu, afinal, não tens qualquer relacionamento comigo, mas ela é minha amiga.
O teu amigo perguntou se eu estava preparada para ver algo que não gostasse, e isso me fez acreditar mais ainda no que poderiam estar a fazer naquele momento.
Ele sugeriu que fossemos ate a casa dele, que vocês apareceriam la. Também não havia muito mais a fazer, uma vez que não atendiam os telemóveis.
Passados trinta minutos o meu telemóvel tocou, atendeu-te o teu amigo, eu não queria falar nem contigo nem com ela. De repente ela aparece, pára o carro e diz-me para entrar, não quis, não podia olhar para ela, afastei-me e mal lhe falei, não queria -la, queria que ela desaparecesse, não importava como eu ia para casa, nem estava preocupada com isso. Ela foi-se embora...
Chegamos à casa do teu amigo, estavas tu a estacionar o carro, subimos e o teu amigo voltou a descer para ir buscar cerveja a uma bomba.
Obviamente que te ia falar do que se passou, e conversamos e as contradições começaram logo ali...Aproximaste-te de mim...Adoro a maneira como me olhas quando te aproximas...e prendes o meu corpo no teu, e...
A campainha tocou...segundos depois apareceu o teu amigo, que fez questão de nos dizer para arranjarmos a cobertura do sofá que se arrastava pelo chão... Estivemos os três a jogar conversa fora, ate que ele resolve ir dormir.
estávamos os dois, novamente sós, com o nosso desejo, com a vontade louca de nos entrelaçarmos ate amanhecer...
E depois ficou a promessa...